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sábado, 11 de junho de 2016

PESQUISA DO IPEA INDICA QUE JOVENS SÃO MAIS AFETADOS PELO DESEMPREGO


De acordo com o documento, os jovens na faixa etária de 14 a 24 anos foram os mais afetados pelo desemprego no primeiro trimestre deste ano. Entre esses jovens, o desemprego subiu de 15,25% no quarto trimestre de 2014 para 20,89% no mesmo período de 2015, avançando entre janeiro e março de 2016 para 26,36%. Entre os adultos até 59 anos, o desemprego atingiu 7,91% no acumulado deste ano até março.

Para Souza Júnior, tradicionalmente o desemprego entre os jovens é maior que nas demais faixas etárias. “O aumento dos jovens foi muito pronunciado e está em um nível extremamente elevado”. Mais de um quarto da população jovem está procurando emprego, mas não encontra, afirmou o economista.

Nem-nem

Segundo ele, o mercado está contratando menos. “Contrata-se menos hoje do que antes. Quem sofre mais com isso são os jovens, que têm mais dificuldade em acessar o mercado de trabalho". Souza Júnior destacou que, em situações de crise, o mercado costuma contratar pouco as pessoas jovens, porque não só desconhece o histórico de trabalho e por que elas têm menos experiência.
O documento do Ipea mostra que a taxa de ocupação de jovens vem caindo desde 2013.

O movimento observado entre os jovens é que estão deixando de ser ocupados para passar à situação de desempregados. No terceiro trimestre de 2012, a taxa de jovens ocupados atingiu o pico de 44%, caindo para 37% no primeiro trimestre de 2016, enquanto os jovens desocupados, que eram 8% até 2015, subiram para 12,2% este ano. Entre aqueles denominados “nem-nem”, que nem estudam, nem trabalham, a taxa permaneceu estável em 13%.

Regiões

A Carta de Conjuntura confirma que o maior desemprego (12,80%) no primeiro trimestre deste ano é registrado no Nordeste, seguido pelo Sudeste (11,38%) e pelo Norte (10,48%). O desemprego atinge mais as mulheres (12,75%) que os homens (9,48%). Entre os que não são chefes de família, chega a 15% e entre os que são  a 6,07%. O percentual de desempregados com ensino médio incompleto é de 14,95%.


Da Agência Brasil

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