Páginas

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PESQUISA DIZ QUE GRÁVIDAS ACHAM EXAMES DO SUS INSUFICIENTES PARA MICROCEFALIA




Pesquisa sobre a relação entre o vírus Zika e os direitos das mulheres revela que 70% das grávidas acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gostariam de ter feito mais exames de ultrassom para detecção de microcefalia em seus bebês. O assunto foi debatido hoje (9) na capital paulista, durante evento promovido pelo Instituto Patrícia Galvão.

O levantamento ouviu 3.758 mulheres, sendo 3.155 grávidas, 466 mulheres tentando engravidar e 137 que pretendem engravidar em breve. Os questionários foram distribuídos entre junho e julho deste ano.

Maíra Saruê Machado, pesquisadora do Instituto Locomotiva, explicou que os questionários respondidos online levaram a uma amostra com escolaridade acima da média da população, ouvindo, portanto, mulheres com maior acesso à informação.

Na rede particular, o percentual de grávidas que gostariam de ter realizado mais exames de ultrassom para diagnóstico da microcefalia também é alto (43%).

“É um momento de bastante tensão. Elas querem ver o tamanho da cabeça do bebê. Como não há disponibilidade no SUS, acabam pagando para fazer na rede privada. Vemos que, na epidemia de
Zika, não é secundário facilitar o acesso aos exames”, afirmou a pesquisadora.

Além disso, 60% das grávidas admitiram ter medo de fazer o exame de ultrassom e descobrir que o bebê tem microcefalia. “Por isso, o momento do ultrassom é tão importante. É quando elas verão o tamanho da cabeça do bebê. Tem bastante angústia e ansiedade. Os médicos deixam a desejar no atendimento”, disse Maíra. A pesquisa indicou ainda que 90% das grávidas gostariam de fazer um teste capaz de detectar se ela teve ou tem o vírus Zika no período de gestação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário