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sábado, 11 de agosto de 2018

MAIOR PARTE DOS ADOLESCENTES POTIGUARES NÃO ESTÁ LIVRE DO HPV, DIZ ESTUDO

Apesar das constantes campanhas e divulgações, as ações de prevenção contra o HPV não tem atingido o público-alvo como o esperado. A meta do Ministério da Saúde é vacinar, pelo menos, 80% dos adolescentes brasileiros. Na cobertura vacinal de meninos, o estado do Rio Grande do Norte está em último lugar com apenas 33% deste público atingido. A segunda dose da vacina também teve baixa adesão pelas meninas adolescentes potiguares – somente 38,27% receberam. A primeira dose foi recebida por 69% deste público.


Em todo o Brasil apenas 48,7% das meninas de 9 a 14 anos receberam a segunda dose, e somente 43,8% dos meninos foram vacinados com a primeira dose. As informações são do Ministério da Saúde, atualizados em fevereiro de 2018, e foram explanadas durante a 31° Jornada de Ginecologia e Obstetrícia que aconteceu em Natal nesta semana. O evento, promovido pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), contou com a participação de cerca de 200 profissionais e estudantes na área da Saúde da Mulher.


“Atualmente há muitos preconceitos contra as vacinas, e especialmente a do HPV. Mas é muito importante que os pais de meninas e meninos adolescentes mudem a mentalidade e levem seus filhos para serem vacinados. A infecção por HPV não tem cura, mas pode ser prevenida por vacina. Não é suficiente tomar somente uma dose. Se tivermos sessenta por cento desse grupo sem tomar a segunda dose, sem se vacinar, o vírus vai se alastrar”, alerta Ricardo Cobucci, ginecologista e obstetra, doutor em Ciências da Saúde, que palestrou sobre o tema na Jornada.



Sobre o HPV
O HPV é um vírus sexualmente transmissível, e atualmente o maior responsável pelos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais recorrente entre as mulheres no Brasil, o quarto que mais mata. Ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. São mais de 100 tipos de vírus, dos quais 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis.




O programa oficial de vacinação contra HPV por gênero abrange o período de 2017 a 2020. O alvo principal do programa são meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos – que devem receber as duas doses. A segunda dose é aplicada seis meses após a primeira e estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).


Jornada de Ginecologia
Além do HPV, o evento discutiu temas contemporâneos como a depressão pós-parto, aborto, câncer de colo de útero, avanço da Sífilis. A 31° Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do RN que aconteceu durante esta quinta (9) e sexta-feira (10). Para Elvira Mafaldo, presidente da Sogorn, o evento foi um sucesso, pois atingiu o seu alvo principal: promover uma reflexão e atualização de conhecimentos na área da ginecologia em prol da melhor assistência às mulheres potiguares. “Com a Jornada nós fortalecemos a qualidade da assistência ginecológica e obstetrícia no Rio Grande do Norte. Tivemos no evento um nível científico de atualização muito alto e ficamos felizes com as informações que foram expostas e recebidas por todos que participaram”, frisa a presidente.


Dados
Vacina HPV quadrivalente (protege contra 4 tipos de vírus)
De 2014 a 2017 4,9 milhões de meninas (48,7%) de 9 a 14 anos completaram esquema vacinal contra HPV.
79,21% = 8 milhões de meninas de 9 a 14 anos vacinadas com a primeira dose
48,7% = 49 milhões de meninas de 9 a 14 anos vacinadas com a segunda dose
Em 2017, 1,6 milhões (43,8%) de meninos com 12 e 13 anos receberam a vacina contra HPV no Brasil
No RN, 33% de meninos com 12 e 13 anos receberam a vacina contra HPV

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