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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

PRIMEIRA PARCELA DO 13º SALÁRIO NA INICIATIVA PRIVADA DEVE SER PAGA NESTA SEXTA

Esta sexta-feira, 30, não é o dia apenas da entrada do fim de semana ou daquele happy hour com os amigos em volta de petiscos e cerveja. Este é o dia em que as empresas liberam a primeira parcela do 13º salário para os funcionários da iniciativa privada.

Quem trabalhou o ano todo ganha um salário cheio, e metade dele já estará em conta neste fim de semana. Já aqueles que foram contratados ao longo do ano receberão um valor proporcional ao tempo de empresa.

Muito ou pouco, a verdade é que é um dinheiro extra sempre terá sua serventia. Pouco mais de R$ 585 milhões é o valor estimado de décimo terceiro de rendimento dos empregados com carteira assinada do setor privado do RN no último trimestre, segundo o IBGE. No País, o 13º salário deve injetar R$ 211,2 bilhões na economia até dezembro, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


É um dinheiro providencial que servirá para pagar contas atrasadas, comprar os presentes de fim de ano ou ambas as coisas. Segundo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 23% dos trabalhadores devem usar o abono com presentes de Natal.

O porteiro Raimundo vive nesta sexta um dia cruel: não sabe se paga umas contas atrasadas ou faz um agrado para a patroa e os dois filhos. “Tô pensando em dividir e agradar as duas partes”, arrisca Raimundo.

O impacto do 13º na economia não leva em conta apenas os trabalhadores com carteira assinada. A injeção de dinheiro extra na economia também beneficia autônomos e assalariados sem carteira. Afinal, todos saem ganhando com mais dinheiro em circulação.

Segundo o Dieese, metade dos recursos do 13º salário (49,1%) deve ficar nos estados do Sudeste, 16,6% ficará no Sul e 16% no Nordeste. Centro-Oeste e Norte reterão, respectivamente, 8,9% e 4,7%.

O setor de serviços abocanhará a maior parte – 64,1% dos recursos pagos no mercado formal -, enquanto os empregados da indústria receberão 17,4%.

Comércio com 13,3%, construção civil com 3,1% e agropecuária com 2,1% receberão o resto da bolada.

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