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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

PMS ACEITAM RECEBER DIA 16, MAIS EXIGEM QUE FOLHA DE DEZEMBRO ENTRE PRIMEIRO

Os bombeiros e policiais militares do Rio Grande do Norte decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, 9, acatar em partes a nova proposta do Governo do Estado para pagar os salários da categoria. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, deverá ser notificado do resultado da assembleia nesta tarde.

A gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) propôs aos agentes de segurança creditar a folha de janeiro deste ano no próximo dia 16, de forma antecipada. Na assembleia, os militares até concordaram em receber nessa data, desde que o Governo obedeça à ordem cronológica dos débitos existentes – iniciando, portanto, com o depósito da folha de dezembro de 2018, não de janeiro de 2019.

De acordo com o subtenente da Polícia Militar Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares, a categoria reiterou ainda que não aceita a proposta de parcelamento proposta anteriormente pelo governo.


A proposta anterior era creditar 30% da folha nesta quinta-feira, 10, e pagar o restante até o último dia útil do mês. O parcelamento – que segue válido para as demais categorias, uma vez que o pagamento integral no dia 16 só valeria para os servidores da segurança – não agradou o funcionalismo, que, representado por sindicatos, agendou paralisações.

Quanto aos salários que ainda não foram pagos – no caso da segurança, a folha de dezembro e o 13° salário de 2018 –, o Governo propõe quitar o débito com receitas extraordinárias. O objetivo da gestão que assumiu no dia 1° de janeiro é contratar um empréstimo de cerca de R$ 500 milhões, dando como garantia royalties da produção mineral a serem arrecadados pelo Estado nos próximos quatro anos.

Caso o Governo do Estado não aceite pagar aos agentes de segurança primeiramente a folha de dezembro de 2018, uma nova assembleia da categoria acontecerá nesta quinta-feira, 10, às 10h, para deliberar sobre o assunto. Na sexta-feira, 11, será a vez de os policiais civis se reunirem para analisar a questão.

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