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quarta-feira, 31 de julho de 2019

ZENAIDE MAIA: "NÃO DAR AUMENTO REAL PARA O SALÁRIO MÍNIMO É RETROCESSO"

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. À tribuna, em discurso, senadora Zenaide Maia (Pros-RN). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) criticou, na quarta-feira (24), a proposta do governo Bolsonaro de não dar aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo. O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado ao Legislativo define que o valor do piso nacional em 2020 será corrigido apenas com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Em discurso na tribuna, a senadora considerou um “retrocesso” a nova regra.
“Este governo traz mais este retrocesso para o nosso povo brasileiro, e isso é dinheiro tirado da economia, porque deixa de circular esse dinheiro na economia, no comércio principalmente”, enfatizou a senadora.
“Salário mínimo não é caridade. Já está comprovado que o salário mínimo é instrumento de redução de desigualdades e de incentivo à economia. E é o mínimo que uma família pode receber para sobreviver, dando em troca o seu trabalho. Os trabalhadores brasileiros que ainda estão empregados com um salário mínimo veem uma única coisa que os beneficiaria sendo retirada”, observou.


A parlamentar ressaltou que o salário mínimo que o trabalhador recebe atualmente já está muito aquém do necessário para suprir suas necessidades básicas, como determina a Constituição. “Não podemos compactuar com mais esse ataque aos direitos dos cidadãos. Temos que reformular a proposta da LDO, corrigindo mais essa injustiça: mais recursos tirados da economia”, frisou.
Ela destacou ainda que se essa proposta do governo for aprovada pelo Congresso, mais da metade da população brasileira será prejudicada.
“Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 seis em cada dez famílias brasileiras contavam com até um salário mínimo para viver, sendo que mais da metade dessas famílias, representando 35,3 % da população, vivia com até meio salário mínimo”, disse.

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