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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CASOS DE ARBOVIROSES TIVERAM ALTA DE ATÉ 395% NO RN


O Rio Grande do Norte teve aumentos nos casos registrados das três arboviroses — doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti — entre 2018 e 2019, é o que informa um boletim divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.
Os números apresentados sobre a Dengue e a Chikungunya são referentes ao período entre 30 de dezembro de 2018 e 24 de agosto de 2019. Já os valores sobre a Zika foram registrados entre 30 de dezembro de 2018 e 10 de agosto deste ano. Os dados foram comparados com os mesmos períodos do ano passado.
Em 2018, o RN registrou 20.476 casos de Dengue. Neste ano, já foram registrados 24.635 casos da doença, o que representa um aumento de 20,3%. 


O aumento da Zika foi maior. Em 2018, 445 casos foram registrados, enquanto 941 casos já foram registrados em 2019 — uma alta de 111,5% nos registros.
A Chikungunya teve o aumento mais alarmante entre as três arboviroses, no RN. Com 1.809 casos registrados em 2018, o aumento para 8.899 em 2019 representa 391,9% a mais de casos da doença.
Surto na Zona Leste
Em março deste ano, 80 pessoas apresentaram sintomas de arbovirose nos bairros de Tirol e Petrópolis, na Zona Leste de Natal. O causador do surto ficou desconhecido por diversos dias, até que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesap) confirmou que os casos eram de Dengue e Chikungunya.
Mortes
O Ministério da Saúde divulgou dados sobre os ‘óbitos em investigação’ no RN, ou seja, aqueles que ainda não foram confirmados como sendo causados pelas doenças.
O estado potiguar é o 4º com mais óbitos por Dengue sendo investigados, tendo 53 casos ainda não confirmados.
Dos casos de morte por Chikungunya sendo investigados, o RN se destaca com o maior número, 28 casos, o que representa 43,1% do total nacional.
Nenhuma morte por Zika foi registrada no RN. Na verdade, em todo o País, apenas duas mortes foram confirmadas no estado da Paraíba.
Brasil
Foram registrados 1.439.471 casos de Dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.
Recomendações
O ministério aconselha que, durante o período de seca, a população mantenha ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.
Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

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