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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

ACUSADOS DE MATAR FILHOS DE VEREADOR E DE PM NO AGRESTE POTIGUAR SÃO CONDENADOS

Maria Eduarda foi condenada está foragida; ela chegou a se apresentar à polícia, mas por estar grávida na época conseguiu direito à prisão domiciliar (Foto/Matheus Magalhães ) 

Os quatro acusados de participação no assassinato dos jovens universitários Manoel Gomes Teixeira Neto, de 20 anos, e José Costa de Lima Júnior, de 21, mortos a tiros em março de 2013 em uma estrada entre os municípios de Goianinha e Espírito Santo, na região Agreste potiguar, foram condenados à prisão.
O júri popular, que foi realizado na Câmara Municipal de Goianinha, começou no início da semana e acabou no final da noite desta terça-feira, 6.
Filho de um vereador de Espírito Santo, Manoel era aluno do curso de Matemática na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Já o amigo dele, José da Costa, era filho de um subtenente da Polícia Militar e estudava Fisioterapia.


Somadas, as penas passam dos 134 anos de reclusão. Foram condenados:
  • Adriana Helena de Souza Machado: 32 anos e 1 mês de prisão, mais 12 dias/ multa;
  • José Carlos de Souza: 34 anos e 1 mês de prisão, mais 12 dias/multa;
  • Antônio Pedro Carvalho da Silva: 31 anos e 9 meses de prisão;
  • Maria Eduarda dos Santos Gomes: 36 anos e 9 meses de prisão, mais 10 dias/multa.
Adriana e José Carlos foram presos poucos dias após o crime. Já Antônio, foi detido em junho de 2015.
Já Maria Eduarda, chegou a se apresentar à polícia, mas por estar grávida na época conseguiu direito à prisão domiciliar. No entanto, depois do nascimento do filho, ela deixou de cumprir as determinações da Justiça e tornou-se foragida. Como não foi localizada, foi julgada à revelia. Ela ainda é procurada pela Justiça .
O CASO
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, as duas mulheres acusadas teriam atraído os universitários para o local do crime, após terem passado algum tempo com eles em um bar na cidade de Espírito Santo.
O alvo principal dos assassinos seria José da Costa, que teria dívidas com o tráfico de drogas. Já Manoel, acredita-se teria sido executado como queima de arquivo.
Além do crime de homicídio triplamente qualificado (motivos torpe, fútil e por emboscada), os acusados também foram condenados por formação de organização criminosa e furto.

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