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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

UFRN ESTUDA READEQUAÇÃO NO PREÇO DAS REFEIÇÕES DOS RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS


O Conselho de Administração (Consad) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pretende aumentar o preço das refeições do Restaurante Universitário (RU), em reunião marcada para as 14h30 desta quinta-feira, 19.
Os preços atuais no Restaurante correspondem a R$ 7 para usuários que pagam o valor integral das refeições e R$ 3 para estudantes bolsistas do auxílio-alimentação. Se aprovados, os novos valores passarão para R$ 8 e R$ 4, respectivamente.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFRN) irá realizar um ato, por volta das 13h30, na Reitoria, local onde deve acontecer a reunião do Consad, contra a decisão. O DCE alega que não houve diálogo com os estudantes e questiona por que o aumento está sendo decidido no período das férias acadêmicas.


De acordo com Marcos Adriano, um dos coordenadores do Diretório, na semana passada o DCE já havia interditado uma reunião do Conselho, que previa votar o aumento. “É inadmissível passar essa pauta sem falar conosco. O valor cobrado pelo RU da UFRN é um dos mais caros do país e a situação orçamentária da nossa Universidade nem é tão ruim”, afirmou o coordenador.
O pró-reitor de Assuntos Estudantis da UFRN, Edmilson Lopes, explicou ao Agora RN que o aumento é uma “identificação do preço de custo de alimentação” – uma readequação baseada nos preços dos insumos alimentícios comprados pelo restaurante no período de janeiro a dezembro do ano anterior. Segundo ele, a readequação está prevista em resolução do próprio Consad.
Edmilson negou que houve falta de diálogo com os estudantes. “Nós conversamos, mandamos mensagem – inclusive, me encontrei com um membro do DCE [para discutir o aumento]. Tudo o que podíamos fazer para esclarecer o assunto, nós fizemos”, disse.
“É uma medida que atinge 0,01% dos estudantes, que são aqueles que ganham mais de um salário mínimo e meio, além dos servidores. Estes últimos são obrigados a pagar o preço de custo por questões da própria legislação”, acrescentou o pró-reitor.

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