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sexta-feira, 10 de julho de 2020

BOLSONARO NOMEIA PASTOR MILTON RIBEIRO PARA O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Milton Ribeiro, pastor vai assumir o MEC (Reprodução/Reprodução)

Milton Ribeiro é o novo Ministro da Educação do Brasil. A decisão foi publicada nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e formalizada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Ribeiro é pastor reverendo na Igreja Presbiteriana de Santos, litoral de São Paulo, e atuou como reitor em exercício e vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Sua nomeação foi considerada um aceno aos evangélicos e a alas radicais de defensores das ideias de Olavo de Carvalho, que cobravam um nome conservador na pasta. Ribeiro teve passagem também pelas Forças Armadas como tenente de infantaria do Exército. 


De acordo com seu currículo no sistema Lattes, o novo ministro possui graduação em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul (1981) e em Direito pelo Instituto Toledo de Ensino (1990).
Também tem mestrado em Direito pelo Mackenzie, com dissertação sobre “liberdade religiosa”, e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), sobre “calvinismo no Brasil”.
Em maio do ano passado, Ribeiro foi a primeira indicação de Bolsonaro para a Comissão de Ética da Presidência. O colegiado tem como função investigar ministros e servidores do governo. O mandato dele na Comissão termina em 2022. Mas, para assumir, Ribeiro está disposto a abdicar do cargo.
Ribeiro será o quarto ministro do MEC em um ano e meio de governo Bolsonaro. Após Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub, o economista Carlos Decotelli teve uma passagem de menos de uma semana no comando do ministério. Ele pediu demissão após repercussão negativa sobre o fato de o seu currículo conter informações falsas e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado.
No fim de semana, o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, afirmou que recusou convite de Bolsonaro para o cargo de ministro da Educação.

Histórico

Milton Ribeiro conversou por videoconferência com Bolsonaro na última terça-feira (07). Momentos antes da reunião, o presidente afirmou que falaria com “um candidato do Estado de São Paulo” e que ele “talvez” fosse o escolhido.
A sugestão para ele seja o escolhido é atribuída ao ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, cujo apoio tem sido determinante no Planalto.
Apesar de pastor, Ribeiro não agrada a todos os evangélicos. “No segmento evangélico o Mackenzie é a pior referência conservadora que eu conheço. De todo o ensino confessional, é o menos conservador”, disse o deputado federal Sóstenes Cavalcante nesta semana.
(Com Estadão Conteúdo, Reuters Agência O Globo)

           
           
           
         

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