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terça-feira, 14 de julho de 2020

RN TEM O 3º MENOR EFETIVO DE DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO PAÍS; ALERTA ADEPOL

Delegada Taís Aires, presidente da Adepol/RN  
Adepol/RN
Um levantamento feito junto às entidades que representam delegados de polícia em todo o país acaba de expor uma triste realidade da segurança pública potiguar, e que reflete nos alarmantes números da violência nas cidades do estado. É que o Rio Grande do Norte aparece como o terceiro menor efetivo do Brasil em números absolutos. São apenas 155 delegados para uma população de mais de 3,5 milhões de habitantes. A informação é da Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol/RN).
Quando feita a proporção da quantidade de delegados por habitante, o RN fica em quarto lugar (veja tabela abaixo), com uma taxa de 4,42 delegados para cada grupo de 100 mil habitantes.
“Isso ocorre porque o estado já está há mais de dez anos sem realizar concurso para a carreira, como também para agentes e escrivães”, acrescenta a Adepol/RN. O último certame para a Polícia Civil teve o edital lançado em 2008 e concluídas suas etapas em outubro de 2010.



Ainda segundo dados obtidos pela Adepol/RN junto ao setor de pessoal da Polícia Civil, de 2008 para cá, 82 delegados se aposentaram. Além disso, existem hoje 29 delegados aptos a se aposentar e mais 11 nos próximos três anos. Em contrapartida nesse mesmo período, apenas 83 foram empossados, e alguns deles já solicitaram exoneração, assim como muitos outros que decidiram deixar a Polícia Civil para assumir vagas conquistadas em outros concursos.

Déficit

O déficit na Polícia Civil do Rio Grande do Norte é histórico. A instituição funciona hoje com cerca de um terço do efetivo necessário, criado por lei. “O concurso para provimento dos cargos é vital para a instituição. A criminalidade só aumenta, e nosso efetivo, só diminui. Não fosse a abnegação e os esforço dos nossos policiais, a situação estaria muito pior, pois é fato que a sobrecarga de trabalho dificulta a prestação do serviço no nível que a população precisa e merece”, avalia a presidente da Adepol/RN, delegada Taís Aires.
O processo para realização do concurso tramitava há anos e sempre foi um pleito da associação dos delegados. Ocorre que no início do ano, o Governo do Estado optou por começar tudo “do zero”, ocasião em que a governadora Fátima Bezerra chegou a anunciar edital, em abril deste ano, o que até agora não ocorreu. Atualmente, o processo está na Secretaria de Administração aguardando definição da banca.

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