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terça-feira, 18 de agosto de 2020

ESCOLAS PARTICULARES ESTÃO PREPARADAS E REIVINDICAM VOLTA ÀS AULAS NO RN



Durante a reunião da Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus, na tarde desta segunda-feira (17), foram discutidos os impactos da pandemia na educação pública e privada do Rio Grande do Norte, bem como as condições para o retorno das atividades escolares no Estado.

Representando o Centro de Educação Integrada - Romualdo Galvão, Cristine Rosado apresentou argumentos a favor da retomada das aulas presenciais, sob a concordância dos pais. “A nossa insistência para o retorno dos trabalhos se baseia no fato de que é na escola que o aluno se desenvolve, cresce e aprende. Além disso, depois da sua casa, é o ambiente mais seguro para o aluno estar”, disse.

Ela destacou também os protocolos sérios e rigorosos que estão sendo utilizados pelas instituições. “Nós só estamos pleiteando o retorno porque temos segurança nos nossos protocolos. Nossos professores e demais funcionários já estão treinados. Até os donos de transportes escolares foram orientados. Nós também temos filhos. É claro que nossa maior preocupação é com a segurança das crianças e adolescentes. E o nosso retorno vai servir de base até para apoiar a volta das escolas públicas também”, explicou.



Por fim, Cristine Rosado enfatizou que é preciso oferecer às famílias o direito de escolha. “A ideia é que o retorno se dê apenas com os alunos autorizados pelos pais, obviamente. É claro que não será uma tarefa fácil. Nós vamos trabalhar duplamente, virtual e presencialmente. Mas estamos dispostos a isso para defendermos a Educação do nosso Estado”, concluiu.

Em seguida, o membro do comitê de escolas particulares para enfrentamento da Covid-19, Gustavo Matias, fez um detalhamento da preparação das escolas particulares para retomarem as atividades presenciais. “Nós seguimos um protocolo muito rígido, baseado em países, como Japão, Espanha, Itália,

Alemanha e Estados Unidos, adaptando à realidade do Rio Grande do Norte. Também fizemos uma parceria com o Sesi - RN (Serviço Social da Indústria) e o Sebrae – RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), para referendar nossos documentos. E todos sabem que quem mais entende de segurança no Brasil é o Sesi”, iniciou.

Gustavo Matias contou que o Sesi - RN nomeou engenheiros de biossegurança para ir em cada escola particular ajudar na elaboração dos seus procedimentos.

“A partir disso foi feito um protocolo específico para cada uma das instituições de ensino. Depois, o pessoal de enfermagem do Sesi fez um treinamento com todos os membros da nossa equipe. Eles nos ensinaram como limpar os prédios, de quanto em quanto tempo, quais as distâncias mínimas necessárias etc. E nós ainda extrapolamos os muros das escolas, criando um curso específico para os donos de transportes escolares”, detalhou.

Ao final da sua fala, ele destacou a pressão de algumas famílias pelo retorno às aulas, já que muita gente já voltou a trabalhar presencialmente, além da dificuldade econômica por que passam as instituições.

“Temos que levar em consideração que 2018 e 2019 foram anos muito complicados para as escolas privadas. E 2020 veio para piorar tudo. Se não pudermos trabalhar, como vamos continuar pagando nossas contas? Temos ainda todas as obrigações de água, luz, manutenção das estruturas, folha de pagamento, dentre outras. Mas não temos sequer o direito de retornar às nossas atividades. É complicado”, argumentou.

Na sequência, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do RN, Alexandre Marinho, falou que o principal pleito da categoria é oferecer opção para os pais entre aulas presenciais e online.
“De acordo com uma pesquisa que fizemos, 30% dos pais já querem aula presencial. É um número ainda reduzido, mas nós podemos atendê-los. Esses são pais que realmente precisam que seus filhos voltem ou que têm filhos se preparando para o Enem”, informou.

Com relação à situação da Saúde, Alexandre Marinho ressaltou que o RN está com uma ocupação de leitos de 56%, o que é um fato favorável. “E a taxa de transmissão da doença está menor que 1%.

Além disso, temos os exemplos de Maranhão e Amazonas, que já retornaram com as aulas e não houve nenhuma anormalidade em termos de aumento de pandemia”, finalizou o presidente do sindicato.

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