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sábado, 26 de setembro de 2020

IDEMA E MINISTÉRIO PÚBLICO CONSTATAM DESMATAMENTO EM EXTREMOZ E PEDRO VELHO

 

 Foto: Divulgação


O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o Ministério Público do Rio Grande do Norte realizaram a quarta edição da Operação Mata Atlântica em Pé em áreas desmatadas nos municípios de Extremoz e Pedro Velho. A iniciativa busca a proteção e a recuperação do bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias.

Em Extremoz, foram identificadas áreas degradadas para empreendimentos imobiliários. Em Pedro Velho, foi verificada a prática de desmatamento irregular em 27 hectares para o plantio de cana-de-açúcar. Neste último, o responsável foi notificado a paralisar os serviços e comparecer ao Idema para regularizar sua situação junto ao órgão ambiental.

"Recebemos do MP os alertas para possíveis áreas desmatadas, contudo diante das constatações no local, será necessário retornar a região com drone para termos informações mais detalhadas para posterior autuação, uma vez que necessitamos desses dados para subsidiar o Auto de Infração, assim como o bioma existente no local, o qual será confirmado pelo Setor Florestal", afirma a coordenadora do setor de Fiscalização do Idema, Kelly Dantas.


Com o levantamento feito nas áreas, tomado com base nos alertas enviados e informações apuradas, o Setor de Geoprocessamento do Idema fará uma análise detalhada para posterior adoção das medidas cabíveis, caso haja confirmação de desmatamento ilegal.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada pelo Ministério Público e se configura em um trabalho em conjunto visando o combate ao desmatamento do bioma Mata Atlântica em todo território nacional.

O bioma Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre cerca de 13% do território nacional. No ano de 2019, o Estado do Rio Grande do Norte zerou o desmatamento da Mata Atlântica, segundo o Atlas da Mata Atlântica, que mede desflorestamentos maiores que 3 hectares. Portanto, os números não atestam que o desmatamento acabou totalmente no estado, mas que ele pode estar ocorrendo em pequena escala.

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