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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ÁREA SECA AUMENTA PARA 33%, MAS RN TEM MELHOR CONDIÇÃO DO PAÍS EM SETEMBRO

Áreas atingidas com fenômeno aumentaram no país, segundo monitor — Foto: Monitor de Secas

O Rio Grande do Norte teve um aumento e atingiu 33,54% do seu território com área de seca fraca. O dado é do Mapa de Secas, ferramenta coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que foi divulgado nesta quarta-feira (21). Esse número no mês de agosto era de 14,57%.

Os 33,54% atingidos representam o maior número de área com seca no estado desde o mês de maio, quando chegado à marca de 42,56%. O aumento de agosto para setembro foi considerado "significativo" pela agência.

Apesar da expansão do fenômeno, o RN registrou a melhor condição de seca do Brasil neste mês de setembro, segundo a ANA. Ou seja, o estado tem a menor área atingida entre os estados monitorados e, além disso, a seca que atinge o território é somente a de intensidade fraca.



De acordo com a análise do Mapa de Secas, o avanço da seca fraca aconteceu na região central do território potiguar e os impactos serão de curto e longo prazo nas regiões Seridó e Borborema. Nos demais locais, serão apenas curto prazo.

O grau de severidade da seca no estado segue estável. Em outras 12 federações, houve o agravamento.

Segundo a ANA, setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins e as chuvas são inferiores a 30mm na maior parte dos estados nordestinos, norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, leste de Tocantins, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul.

Além do RN, 14 das 19 federações monitoradas apresentaram aumento das áreas de seca: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Rio Grande do Sul.

Já Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina passam por forte seca permaneceram com 100% de seus territórios com o fenômeno. A Bahia se manteve no patamar de 68% de sua área com seca.

O grau de severidade da seca aumentou em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins e se manteve em Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além do RN. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul foi o único estado do Mapa do Monitor a ter melhora na severidade do fenômeno.

A situação de seca mais severa registrada em setembro – seca extrema – aconteceu em Mato Grosso do Sul (24,08% de seu território), Paraná (8,6%) e Minas Gerais (2,92%).

O Monitor de Secas realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores de seca e nos impactos causados pelo fenômeno em curto e ou longo prazo desde 2014. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca

O projeto é coordenado pela ANA, com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.

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