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SOMENTE METADE DOS ALUNOS DA REDE ESTADUAL DO RN ACESSA ENSINO ONLINE



Desde o começo da quarentena decretada pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), em março, crianças e adolescentes têm tido aulas em casa. Entretanto, cerca de metade do contingente de alunos da rede pública não consegue acessar as aulas online. Apenas metade dos 217 mil estudantes matriculados na rede estadual teve acesso ao ensino não presencial durante este ano, conforme informou ao Agora RN a secretária adjunta de Educação Márcia Gurgel. 

As escolas estaduais encerraram as aulas remotas na última sexta-feira 18 e só retomam as atividades em 1º de fevereiro de 2021, para a conclusão do ano letivo de 2020 de forma híbrida, ou seja, com aulas presenciais e a distância. Já o ano letivo de 2021 iniciará no dia 4 de abril, conforme o calendário escolar, com matrículas realizadas automaticamente pelo sistema da Secretaria Estadual de Educação (Seec). 

“Toda nossa equipe pedagógica tem trabalhado para que os alunos, mesmo em atividades não presenciais, permaneçam matriculados, numa articulação entre o Estado e municípios”, afirmou Márcia. 



Durante a pandemia da Covid-19, cerca de 90% das escolas estaduais realizaram atividades não presenciais, segundo a Seec. A pasta afirmou que ainda não pode divulgar os dados atualizados sobre os estudantes evadidos neste ano, pois está aguardando o relatório de atividade referente a 2020 que será enviado pelas escolas nesta terça-feira 28. “Em agosto nós realizamos um questionário e uma média de 50% dos alunos estava conseguindo ter acesso às aulas. Para 2021, a expectativa é de que a gente consiga incluir 100% dos estudantes no modelo híbrido de ensino, o que será possível por meio do trabalho do ‘Busca Ativa’, que vai promover ações de trabalho nas escolas e comunidades para que a gente possa ter o maior porte dos alunos de volta”, explicou a secretária. 

Ainda segundo Márcia, o RN foi um dos primeiros estados no Nordeste a aderir ao programa que busca combater a exclusão escolar, o “Busca Ativa”, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O programa já classificou 77 municípios do estado com o selo de qualidade, pois conseguiram atender todas as metas em relação ao retorno dos alunos às escolas. Além do programa, a secretaria também orienta as escolas a sondar os alunos evadidos por meio do Sistema Integrado de Gestão da Educação, o SigEduc. 

Os impactos da pandemia no ensino local foram sentidos pela potiguar Maria Rita Pinheiro, de 18 anos. A jovem é aluna da Escola Estadual Adão Marcelo da Rocha, que fica em Taipu, município distante cerca de 55 quilômetros de Natal. À reportagem, ela relatou que só teve 12 encontros virtuais com professores durante todo o ano.

 “Fora isso, recebíamos as atividades nos grupos do WhatsApp para entregar virtualmente, mas tenho amigos que nem tinham internet e precisavam ir na escola imprimir a atividade, fazer e entregar lá. A gente teve aula de todas as disciplinas, mas foram muitas atividades pra fazer, não tinha prova e não consegui aprender todos os assuntos”, contou. 

Ela é aluna do 3º ano do ensino médio e acredita que a falta de aulas virtuais prejudicou a preparação para o Enem, que vai acontecer em janeiro. 

“Eu não me sinto nem 70% preparada para o Enem, só segurando na mão de Deus para fazer essa prova”, lamentou a estudante. A situação foi um pouco melhor para Quezia Silva, 17, estudante do Centro Estadual de Educação Profissional Senador Jessé Pinto Feire (Cenep), que fica na Zona Leste da capital potiguar. Segundo ela, foi possível acompanhar totalmente as aulas a distância, desde julho. 

“Apesar de ter sido um ano difícil, meus amigos e eu conseguimos concluir 75% da nossa carga horária, cerca de 300 aulas, e vamos concluir o ano letivo em fevereiro de 2021l, pelo que sei. Alguns professores nos davam aula pelo Google Meet, outros gravavam a aula e pediam as atividades pelo Google Forms. Eram no máximo duas aulas por dia”, relembrou a adolescente, que também se prepara para o Enem. 

“Eu tenho professores extremamente qualificados no Cenep, que davam aulas específicas sobre os conteúdos do Enem. Por isso, me sinto preparada, mesmo sem estar em um cursinho preparatório específico. Eu organizei meu tempo livre e estudava uma, duas horas por dia para o Exame”, disse Quezia. 

De acordo com a Seec, em 2020, as escolas públicas que ofertam o ensino fundamental e médio contabilizaram para o ano letivo 75% da carga horária prevista na estrutura curricular. Já os 25% restantes devem ser concluídos até março de 2021, conforme uma portaria publicada no início de dezembro no Diário Oficial do Estado (DOE). Em novembro, a governadora assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelece medidas para uma retomada segura das aulas em fevereiro de 2021. O protocolo de segurança sanitária deve ser apresentado até o dia 20 de janeiro, de acordo com o documento. 

770 mil estudantes da rede municipal de ensino esperam para retornar às aulas As aulas presenciais nos 167 municípios potiguares estão marcadas para retornar no dia 1º de fevereiro de 2021. São 2.199 escolas públicas municipais no estado, 1.200 localizadas na Zona Rural e 999 na Zona Urbana. Dois municípios já retomaram as aulas presenciais, de maneira híbrida, ainda em 2020: Major Sales e Luiz Gomes.

 Cada município é responsável pela elaboração do próprio plano de retomada, com base no “Documento Potiguar: Diretrizes para retomada das atividades escolares nos sistemas estadual e municipais de ensino do Rio Grande do Norte”, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Natal (SME), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do RN (UNDIME-RN) e outras unidades representativas. 

Segundo o documento, a retomada das aulas deve acontecer em fases e de forma híbrida, intercalando aulas remotas e presenciais. Além disso, alguns critérios deverão ser observados, especialmente os que se referem à situação epidemiológica de cada município e do estado: a taxa de contágio do município deve estar inferior a 1.0 e o estado deve ter, pelo menos, 30% dos leitos de UTI/Covid-19 disponíveis. Recomenda-se também que os alunos nas últimas classes voltem primeiro que os mais novos, por eles terem uma capacidade de compreensão da situação. 

Questionada sobre as dificuldades para a retomada, a UNDIME-RN afirmou que as principais adversidades neste processo são as questões estruturais das escolas, visto que muitas precisam passar por adequações para conseguir manter as práticas de biossegurança recomendadas. 

“Não há dúvida que a pandemia deixa grandes prejuízos neste processo de ano escolar, mas a UNDIME-RN vem reforçando que o período letivo não está perdido. Tem se feito muito esforço para que seja oferecido aos(as) estudantes o direito para acesso e permanência à educação, tanto que tem se desenhado o Ciclo 2020/2021 avaliando todos os aspectos educacionais de cada estudantes nas escolas públicas”, reforçou a entidade. 

Em Natal, a Prefeitura determinou que a retomada seja feita a partir de 3 de fevereiro, em portaria publicada na última quinta-feira 25. As aulas serão de forma híbrida.



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