FÁTIMA CONTRATOU EMPRESAS DO CONSÓRCIO NE SEM PROFISSIONAIS E ATRASOU ABERTURA DE LEITOS, DIZ SINMED

 


O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Dr. Geraldo Ferreira, comentou sobre a abertura da CPI da Covid-19 na Assembleia Legislativa do RN, marcada para esta quarta-feira (04). Questionado sobre o que os parlamentares deveriam investigar, o médico citou uma linha de investigação: a tentativa do Governo do RN de trazer empresas de fora, principalmente da Bahia, para atuarem na saúde local. Segundo ele, o governo Fátima chegou a contratar empresas sem nenhum funcionário, o que retardou a abertura de diversos leitos.

Geraldo Ferreira relatou que em diversas visitas que fez ao Hospital João Machado presenciou dezenas de leitos prontos para serem abertos, mas o governo não conseguia abrir “porque a empresa que veio não tinha médicos”.

“Essas empresas de fora é um perigo. Apesar de a gente saber que licitação todos podem concorrer, mas a gente vê que sistematicamente essas empresas vinham desse núcleo aí do Consórcio Nordeste, ou da Bahia ou não sei de quem. Então não conseguiam abrir, houve um retardo na abertura desses leitos efetivamente e a culpa, se pode ser colocada alguma culpa, foi deste formato de contratação que privilegiou algumas empresas que sequer tinham médicos”, relatou Dr. Geraldo Ferreira em entrevista ao Hora Extra da Notícia, da 91.9 FM, nesta terça-feira (03).

Outro exemplo dado pelo presidente do sindicato acerca desse modelo de contratação é em relação ao contrato de ambulâncias para o SAMU. “Eu acho que tudo deve ser investigado. Não quero aqui partir do pressuposto de que houve irregularidades, mas vieram empresas que não tinham trabalhadores, por exemplo, para as ambulâncias, para o SAMU, veio uma empresa que não tinha um trabalhador”, revela.

Ele afirma mais adiante que o governo fez outra licitação e contratou uma empresa da Bahia para os serviços de anestesiologia, mas a empresa “não tinha um anestesiologista e chegou tentando cooptar os profissionais do mercado”.

“Então tudo isso eu acredito que mereça ser devidamente investigado com a maior isenção possível, sem falar na questão dos respiradores, que aí realmente eu acho que é um ponto meio escandaloso”, disse o presidente do Sinmed, afirmando que o governo não deveria ter antecipado os R$ 4,9 milhões repassados ao Consórcio Nordeste para a compra dos equipamentos que nunca chegaram aos hospitais do Rio Grande do Norte.

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