EM 10 ANOS, POPULAÇÃO JOVEM REDUZ E NÚMERO DE IDOSOS CRESCE NO RN

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  Em 10 anos, a população do Rio Grande do Norte cresceu, mas passou a ter menos jovens e mais idosos , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). Entre 2012 e 2021,  toda a população das faixas etárias entre 0 e 29 anos ficou menor . Esse público representava 1,773 milhão de pessoas em 2012 e chegou 1,599 milhão no ano passado - uma queda de 9,8%. Por outro lado, a população potiguar cresceu em todas as faixas etárias acima dos 30 anos. Somente o público idoso, acima dos 60 anos passou de 352 mil pessoas em 2012 para 494 mil no ano passado  - um  aumento superior a 40% . O grupo que teve maior queda foi o de  crianças entre 0 e 4 anos . Em uma década, o número de pessoas nessa faixa  caiu 18,2%  - passou de 269 mil para 220 mil. Já o grupo que mais cresceu foi a população entre  55 e 59 anos , que  aumentou 70,7% , passando de 113 mil para 193 mil.

COM 30% DA FROTA NO RN, NATAL TEM UM VEÍCULO PARA CADA DOIS HABITANTES

 


O número de veículos registrados no Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran) não para de crescer. Em agosto de 2014, o órgão anunciou que o estado havia chegado à frota de 1 milhão de carros, motos e outros veículos em circulação. Sete anos depois, o número cresceu mais de 40%. Já são 1.419.534 - 94,5%, particulares.

Segundo levantamento do G1, somente a capital potiguar é responsável por 30% da frota estadual. Em Natal, há um veículo para cada dois habitantes.

O levantamento levou em consideração os dados atualizados "em tempo real" pelo setor de Estatística do Detran, com todos os tipos de veículos, e a estimativa da população da cidade, feita pelo IBGE. São 429.279 veículos para um total de 896.708 habitantes.

Quando se considera o Rio Grande do Norte como um todo, a proporção é maior. É de um carro ou moto para cada 2,5 habitantes.

O engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Rubens Ramos, considerou o aumento do número de veículos algo positivo. Ele argumenta que a compra de mais carros e motos representaria o aumento da riqueza na sociedade.

Por outro lado, o especialista disse o que o problema surge, na mobilidade urbana, quando as pessoas usam o carro próprio para "movimentos repetitivos da semana, todos indo para o mesmo lugar ou trecho", o que poderia ser feito com o transporte público.

O professor ainda ressaltou que a proporção de carros é desigual entre as regiões da cidade, justamente pela distribuição de renda.

"Usa-se o indicador de carros por 1 mil habitantes. Natal tem regiões, como por exemplo de Petrópolis até Ponta Negra, que tem 500 carros por mil habitantes, um padrão europeu. Já a Zona Norte, tem 120-140 carros por mil habitantes. Então, a média de carros em Natal não significa que seja uma distribuição média. Há diferenças geográficas que são reflexo das diferenças de renda", apontou.

Ainda de acordo com ele, os dados sugerem que, na Zona Sul, a tendência não é de aumento de carros, mas de mudança no padrão dos veículos.

"Já na Zona Norte, em algum momento, teremos 3 a 4 vezes os carros que existem hoje. Então, o grande problema próximo, que já é grave hoje, vai ser a Zona Norte, cuja estrutura viária é desorganizada desde sua origem", pontuou.

O professor ainda considerou que um bom transporte público atrairia mais pessoas, reduzindo a pressão e o tráfego em pontos críticos.

"Penso que a chegada do ônibus elétrico, cujo conforto é muito superior aos ônibus atuais, e uma melhor organização do serviço, pode trazer de volta para o transporte público parte dos usuários que deixou de andar de ônibus", disse.

São 1.419.534 veículos no Rio Grande do Norte

  • Natal - 429.279 veículos - 30,24% da frota
  • Mossoró - 181.083 veículos - 12,76% da frota
  • Parnamirim - 117.181 veículos - 8,25% da frota
  • Caicó - 46.850 veículos - 3,30% da frota

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