SINDICATO COBRA DO IPERN REAJUSTE DE PENSIONISTAS DO ESTADO

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  A presidenta do SINSP, Janeayre Souto, segue cobrando do IPERN a implementação do reajuste de 10,18% das pensões no Estado do RN em 2022. O índice foi calculado pelo INSS e o governo é obrigado a cumprir a porcentagem em 2022. Janeayre também cobra reajustes de 2018, 2019, 2020 e 2021, que somados estão em 15,34% e que o governo não implanta desde 2017. Em 2018 era para ter sido concedido 2,07% de aumento; 2019: 3,43%; 2020: 4,48%; 2021: 5,45%; e 2022: 10,18%. As perdas desde o último reajuste é de 25,52% para os beneficiários. A última vez que o reajuste foi concedido foi há cinco anos. Para os beneficiários que sofreram com o falecimento do servidor a partir de 2004, o aumento deveria acontecer todos os anos a partir do índice INPC, que mede a inflação e é utilizado pelo INSS para atualizar os valores das pensões por morte.

GOVERNO DO ESTADO PUBLICA EDITAL DE LICITAÇÃO DOS RESTAURANTES POPULARES COM REDUÇÃO DE QUANTITATIVO DE MAIS DE MEIO MILHÃO

 


O Programa assistencial mais importante do RN vai acabar pelo andar da carruagem.

O programa social de Restaurantes Populares do RN, já foi o maior programa de alimentação para pessoas que se encontram em estado de vulnerabilidade do Brasil. Chegando a servir mais de 1 milhão de refeições em um único mês.

Ocorre que desde do início do governo Fátima, o programa vem sofrendo cortes e reduções drásticas.

Enquanto a quantidade de miseráveis e famintos aumenta, o quantitativo de refeições servidas pelo programa só tem reduzido conforme se comprova no edital nº 003/2022/2022 publicado nessa sexta-feira dia 01 de abril, onde se percebe uma redução de 42.570 refeições por mês, apenas nos lotes dessa licitação, representando uma redução anual de 510.840, você não leu errado, são mais de meio milhões de refeições ao ano que a população em estado de vulnerabilidade social deixou e vai deixar de receber. Esse desmantelo já teve até cobertura das televisões ao vivo, filas e filas e as pessoas sem ter a refeição a 1 real naquele dia.

Para melhor ilustrar apresentamos a tabela abaixo com os quantitativos de cada cidade:

Cidade/Local do ProgramaQuantidade antes do Governo FátimaQuantidade no Governo Fátima
Santa Cruz1000 refeições diárias765 refeições diárias
Jardim de Piranhas400 refeições diárias300 refeições diárias
Jucurutu400 refeições diárias285 refeições diárias
Ceará Mirim500 refeições diárias190 refeições diárias
João Câmara500 refeições diárias450 refeições diárias
Macau700 refeições diárias665 refeições diárias
Natal/ Planalto500 refeições diárias330 refeições diárias
Natal/ Pompeia500 refeições diárias500 refeições diárias
Canguaretama500 refeições diárias330 refeições diárias
São José do Mipibu500 refeições diárias230 refeições diárias
Santo Antônio500 refeições diárias220 refeições diárias
Areia Branca500 refeições diárias400 refeições diárias
Assu500 refeições diárias500 refeições diárias
Mossoró800 refeições diárias700 refeições diárias
Apodi500 refeições diárias500 refeições diárias
São Miguel475 refeições diárias475 refeições diárias
Total de Refeições Diárias8775 refeições diárias6840 refeições diárias


Manter e aumentar os programas que fornecem refeições ao povo, não é mais uma questão de gestão, mas sim uma questão humanitária e de sobrevivência. Não se pode acabar com um dos poucos alentos para os pobres em meio a inflação galopante e a uma crise econômica/social pós pandemia, onde comprar comida está cada dia mais difícil.

A SETHAS argumenta que as reduções ocorreram em localidades que não serviam a quantidade contratada, não atingindo a meta proposta nos contratos. Contudo devemos fazer uma indagação aos gestores do Governo: porque o excedente gerado com a diminuição dos quantitativos, não foi redirecionado para outras unidades dos Restaurantes onde muita gente fica sem se alimentar devido à pouca quantidade de refeições contratadas? Será que não tem pessoas precisando?

É inconcebível ver o Rio Grande do Norte indo na contramão dos nossos estados vizinhos, que neste difícil momento estão fomentando os programas alimentares. Os Governos que antecederam o atual, investiram e ampliaram os programas que distribuem refeição para a população, levando o nosso Estado a ser destaque nacional nesse tipo de assistência, chegando a distribuir mais de 1 milhão de refeições mensais.

Mas o que vemos atualmente, são pessoas desesperadas, aglomeradas e famintas em filas que se torna cada vez maior, em busca de um prato de comida que em breve não será mais servido.

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