APÓS ACUMULAR ALTA DE 80%, PREÇO DO LEITE COMEÇA A RECUAR

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  A fase mais crítica da disparada do preço do leite, que fez do produto o vilão da inflação e diminuiu sua presença nas prateleiras dos supermercados, está ficando para trás. A queda de preços no atacado que começa a ser registrada neste mês por causa da maior oferta e também do fim do período de seca já começa a trazer um alívio para o bolso do consumidor. Em julho, o leite subiu mais de 25% no varejo e acumulou alta de quase 80% no ano, segundo o IPCA, a medida oficial da inflação do País. Mas, desde o início de agosto até a última terça-feira, a cotação média do litro de leite no atacado de São Paulo já caiu quase 17%, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “O pior momento de alta de preços acho que já passou”, afirma Samuel José de Magalhães Oliveira, pesquisador em economia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite. Ele pondera que o nível de preços anterior à pandemia não deve ser retomado, mas acredita que a

CHUVAS E AUMENTO DE CUSTOS PODEM REDUZIR PRODUÇÃO DE FRUTICULTURA EM ATÉ 20% NO RN


Um dos principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte, as frutas frescas como o melão deverão ter uma queda de produção entre 15% e 20% em 2022. A estimativa é produtor Luis Roberto Barcelos, diretor da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A situação pode causar impactos na criação de vagas de empregos no estado. O setor agropecuário emprega pouco mais de 12 mil potiguares com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A gente está muito preocupado. Neste ano, estamos vivendo uma situação que nunca tinha visto antes. Excesso de chuva, que para o começo da safra não é bom, embora que para o médio e longo prazo seja bom. E tivemos aumento de insumos, como adubos, defensivos, embalagens, diesel, energia. Tudo subiu demais”, afirmou o produtor.

Outro problema para os empresários é o câmbio. Isso porque as frutas exportadas pelo Rio Grande do Norte são negociadas em Euro – moeda que ficou mais barata que o dólar pela primeira vez em 20 anos. Além disso, os produtores estão se vendo em meio a problemas logísticos, que deverão dificultar o embarque das mercadorias nos portos regionais. Segundo ele, alguns navios deixaram de parar nos portos.

“O setor agrícola teve até um aumento do consumo durante a pandemia. O problema da pós-pandemia é a incerteza. É que nós teremos que aumentar o preço em Euro, em moeda estrangeira, e a dúvida é se o consumidor vai absorver esse aumento de preço. Com certeza não. Tudo que sobe preço, diminui o consumo. Tudo isso gera uma grande incerteza”, pontuou.

De acordo com ele, a fase de plantio da safra 2022 começou há cerca de um mês, já em volumes menores e os produtores esperam que o cenário para este ano possa ficar mais claro. A fase de exportação deve começar em agosto. “Haverá uma redução do volume, de 15% a 20%, mas a gente está tentando ver se consegue repassar pelo menos uma parte desse aumento de custo, para que a gente não tenha um colapso financeiro na área produtiva”,  pontuou.

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