11 CIDADES DO RN SUSPENDEM VACINAÇÃO CONTRA A COVID DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS POR FALTA DE CORONAVAC

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  Pelo menos 11 cidades do Rio Grande do Norte suspenderam a vacinação contra a Covid de crianças de 3 a 5 anos por falta de Coronavac. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). De acordo com a Sesap, não há previsão de chegada de mais doses da vacina. No dia 13 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina em crianças de 3 a 5 anos. Antes disso, as crianças de 5 anos só podiam receber a vacina da Pfizer; as de 3 e 4 não podiam ser imunizadas. No RN, os municípios que suspenderam a vacinação são: Vera Cruz Montanhas Serra de São Bento Tibau do Sul Lajes Pintadas Lagoa de Velhos Senador Elói de Souza Jaçanã Japi Parnamirim No Rio Grande do Norte a vacinação de crianças de 3 a 5 anos começou no dia 18 de julho por Natal, Mossoró e Parnamirim. À época, a Sesap informou que o RN não tinha doses suficientes de CoronaVac para vacinação de crianças entre 3 e 5 anos de idades. G1 RN

GOLPE DO PIX FAZ 4 VÍTIMAS POR MINUTO, DIZ EMPRESA

 


Criado para agilizar pagamentos e transferências, o Pix é um verdadeiro sucesso no Brasil. Em operação desde novembro de 2020, em junho passado já eram 469 milhões de chaves ativas, de acordo com estatísticas do Banco Central (BC). Destas, 448,6 milhões são de pessoas físicas e 20,4 milhões de empresas, o que mostra a aceitação do mercado em relação à ferramenta para transações bancárias. Tanto que no mês de março, foram R$ 784,7 bilhões movimentados em 1,6 bilhão de transações.

No Rio Grande do Norte, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 91% das micro e pequenas empresas potiguares fazem uso desse meio para receber pagamentos dos clientes na hora da venda. No entanto, o uso da tecnologia já é usada pelo crime organizado que se aproveitam de brechas de usuários.

De acordo com a PSafe, empresa de cibersegurança, nos meses de abril e maio deste ano números apontam um crescimento de 350% de tentativas de golpes por meio de Pix em relação aos meses de fevereiro e março no Brasil. Produtos da empresa voltados à segurança digital bloquearam 424 mil tentativas de golpe no quarto e quinto mês do ano; o segundo e o terceiro mês registraram pouco mais de 92 tentativas de golpes.

“Isso corresponde a quase sete mil tentativas deste golpe com este tema por dia, mais de 280 por hora e quatro por minuto somente entre os meses de abril e maio. E podemos ver que explorar a temática financeira é uma tendência entre os cibercriminosos, pois o mesmo crescimento está acontecendo com os golpes financeiros em geral”, alerta o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.

Números gerais também assustam. De acordo com o executivo, os cinco primeiros meses de 2022 superaram consideravelmente o mesmo período do ano passado. “Registramos mais de 3.4 milhões de detecções de golpes com a temática financeira. No ano passado, no mesmo período, havíamos bloqueado pouco mais de 2.2 milhões”, compara.

VÍTIMAS
Existem quadrilhas especializadas em golpes que utilizam de meios extremamente organizados para conseguir executar as fraudes com sucesso. Foi o que aconteceu com Célia da Silva, aposentada, de 75 anos que teve nome alterado a pedido para preservar a identidade. De acordo com o filho dela, que conversou com o AGORA RN, tudo começou com uma ligação de uma suposta central telefônica afirmando que uma compra no valor de R$ 4 mil em outra cidade foi feita no cartão dela.

“Ela disse que não reconhecia a compra e mandaram ela ligar no banco para bloquear o cartão. Só que os criminosos usaram o truque de segurar a ligação e quando ela tirou o telefone do gancho para ligar, a linha ainda estava na chamada feita pelos golpistas”, explicou. Em seguida, a vítima teria sido instruída pelo atendente da falsa central a digitar alguns dados.

Foi o suficiente para que os criminosos fizessem uma ligação para a central do banco em paralelo. “Fizeram um Pix e limparam a conta dela. Foi feito para uma conta em um banco digital”, afirmou o filho da idosa, que estimou o prejuízo em R$ 4.800. “À noite ela me liga para contar que escapou de um golpe porque ela teria conseguido bloquear a compra de R$ 4 mil. Como tenho acesso ao aplicativo dela, abri a conta e vi que tinham limpado. Até o cheque especial entrou”, lamentou.

Em seguida, a atitude foi ir atrás do banco para tentar minimizar o prejuízo que acabou ficando para a idosa. “Ela morre de vergonha de ter caído [no golpe]”. No início do ano o Banco do Brasil lançou um guia de como se proteger do golpe da falsa central telefônica. Em uma das dicas, está esperar pelo menos cinco minutos para efetuar a ligação a ponto dela cair, evitando assim falar novamente com o próprio golpista.

Mas esta é apenas uma maneira de ação dos criminosos do mundo das fraudes bancárias. Em entrevista à reportagem, um advogado de 31 anos que também pediu para ter a identidade preservada reservada fala que também foi vítima do crime organizado. “Era aniversário de um amigo. Mandei uma mensagem desejando parabéns. Trocamos algumas mensagens e ele pediu que fosse transferida na conta de uma outra pessoa cerca de R$ 1.500. Ele precisava pagar um marceneiro.

Calhou justamente na época que ele tinha comprado um terreno e imaginei que tivesse contratado um fornecedor. Transferi a quantia e voltou. Pedi outra conta e consegui. À noite, vi uma mensagem do meu amigo dizendo que teve o WhatsApp clonado”, narrou.

Mas nem sempre os criminosos conseguem converter as tentativas com sucesso. Foi o caso do contador Pedro Henrique Ferraz. Ele conta que a família dele já foi vítima de uma tentativa. No caso, os criminosos usaram um número e tentaram se passar por um irmão dele, falecido há cinco anos. “Inicialmente nós rimos porque meu irmão faleceu há cinco anos. Porém meu pai ficou preocupado, porque como sabem o nome do filho dele?”, observou.

SEGURANÇA
De acordo com a PSafe, entre as dicas para se manter protegidos estão cadastrar a conta recebedora no aplicativo do banco para evitar movimentações para chaves inseguras, evitar clicar em links para fazer transferências e procurar duvidar de informações compartilhadas na internet.

Se for necessário receber uma transferência de uma pessoa desconhecida, o recomendado é gerar uma chave aleatória, já que CPF ou dados pessoais não devem ser fornecidos. Esta saída, aliás, costuma ser bem aceita, uma vez que em junho foi a principal forma de uso do Pix, com 185,2 milhões de transferências feitas; em segundo, a principal chave usada foi o CPF, com 107,8 milhões.

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