APÓS ACUMULAR ALTA DE 80%, PREÇO DO LEITE COMEÇA A RECUAR

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  A fase mais crítica da disparada do preço do leite, que fez do produto o vilão da inflação e diminuiu sua presença nas prateleiras dos supermercados, está ficando para trás. A queda de preços no atacado que começa a ser registrada neste mês por causa da maior oferta e também do fim do período de seca já começa a trazer um alívio para o bolso do consumidor. Em julho, o leite subiu mais de 25% no varejo e acumulou alta de quase 80% no ano, segundo o IPCA, a medida oficial da inflação do País. Mas, desde o início de agosto até a última terça-feira, a cotação média do litro de leite no atacado de São Paulo já caiu quase 17%, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “O pior momento de alta de preços acho que já passou”, afirma Samuel José de Magalhães Oliveira, pesquisador em economia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite. Ele pondera que o nível de preços anterior à pandemia não deve ser retomado, mas acredita que a

PEQUENOS NEGÓCIOS SÃO RESPONSÁVEIS POR CRIAR 62,9% DAS VAGAS ABERTAS NO RN EM JUNHO

 


De cada cinco vagas de emprego formal abertas no Rio Grande do Norte em junho, pelo menos três delas foram criadas pelos pequenos negócios instalados no estado. As empresas de menor tamanho foram responsáveis pela geração de 62,9% do total de postos de trabalho com carteira assinada no sexto mês do ano ao contratar 2.269 novos trabalhadores no mês passado. Já o saldo de emprego nas corporações de maiores portes no mesmo período foi de 1.341 vagas.

As informações constam na edição de julho do Mapa do Emprego do RN, uma publicação mensal elaborada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte com dados sobre o mercado de trabalho em todas as regiões do estado e sobre onde ocorreram o maior número de contratações e de desligamentos. O informativo se baseia nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho, que foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

De acordo com o boletim do Sebrae, foram realizadas 16.741 admissões e 13.135 desligamentos de empregados em junho e, por isso, o Rio Grande do Norte encerrou o sexto mês do ano com saldo de 3.606 vagas e uma massa de 445,4 mil trabalhadores contratados formalmente, o quinto maior estoque de empregos da região.

O setor de serviços lidera a lista de maiores contratações frente às demissões. Esse segmento gerou um saldo de 6.099 vagas, grande parte das oportunidades criadas na área de locação de mão de obra. No mês, a construção civil demonstrou sinais de aquecimento e foi o segundo setor que mais contratou. Ao todo, foram 4.112 novas vagas geradas, enquanto o comércio realizou 242 novas contratações. Já a indústria e o setor agropecuário tiveram perdas de postos de trabalho e amargam, respectivamente, 67 e 4.601 vagas encerradas em junho.

Em relação às cidades onde foram criadas as novas oportunidades de trabalho no estado, o Mapa do Emprego revela que Natal registrou a o maior quantitativo de novas vagas criadas. Foram abertos na capital potiguar 3.208 novos postos de trabalho. Mossoró foi a segunda maior recordista de criação de empregos em junho com um saldo de 2.429 novas vagas. Parnamirim e São Gonçalo do Amarante abriram, ambas, 560 novos empregos, e Lagoa Nova abriu outros 442. Em compensação, as maiores baixas no que se refere a encerramento de frentes de trabalho ocorreram em Baía Formosa (-1.190), Apodi (-898), Baraúna (- 615), Arês (-463) e Upanema (-367).

Pequenos geram mais de 9,1 mil vagas no primeiro semestre deste ano

Os números apresentados no Mapa do Emprego revelam que, ao longo do ano, somente as microempresas e as empresas de pequeno porte, que juntas integram o segmento dos pequenos negócios, tiveram números maiores de admissões do que de desligamentos. No primeiro semestre, os negócios de menor porte acumulam um volume de 9.140 vagas abertas. Esse número é maior que o saldo geral de empregos acumulados no Rio Grande do Norte até junho. Porém, é 38,9% menor que saldo acumulado no primeiro semestre de 2021.

Já o saldo acumulado de novos empregos nas médias empresas potiguares entre janeiro e junho deste ano é de -1.099 vagas, fruto de sucessivos encerramentos de postos de trabalho em 2022 pelo segmento. O desempenho negativo de geração de empregos nas grandes empresas no semestre é ainda maior. Essas organizações foram responsáveis pelo encerramento de 2.315 vagas. Devido a esses baixos resultados, que totalizam 3.414 vagas suprimidas, o estado chega ao fim do primeiro semestre com um saldo de 5.785 vagas. No mesmo intervalo de 2021, esse número foi: 9.680 vagas.

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