11 CIDADES DO RN SUSPENDEM VACINAÇÃO CONTRA A COVID DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS POR FALTA DE CORONAVAC

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  Pelo menos 11 cidades do Rio Grande do Norte suspenderam a vacinação contra a Covid de crianças de 3 a 5 anos por falta de Coronavac. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). De acordo com a Sesap, não há previsão de chegada de mais doses da vacina. No dia 13 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina em crianças de 3 a 5 anos. Antes disso, as crianças de 5 anos só podiam receber a vacina da Pfizer; as de 3 e 4 não podiam ser imunizadas. No RN, os municípios que suspenderam a vacinação são: Vera Cruz Montanhas Serra de São Bento Tibau do Sul Lajes Pintadas Lagoa de Velhos Senador Elói de Souza Jaçanã Japi Parnamirim No Rio Grande do Norte a vacinação de crianças de 3 a 5 anos começou no dia 18 de julho por Natal, Mossoró e Parnamirim. À época, a Sesap informou que o RN não tinha doses suficientes de CoronaVac para vacinação de crianças entre 3 e 5 anos de idades. G1 RN

RN: NÚMERO DE TRANSPLANTES DE MEDULA CRESCE 32,9% EM 1 ANO NO ESTADO

 

Apenas no Hospital Rio Grande, referência no transplante de medula óssea no RN, já foram realizadas 68 transplantes de janeiro a junho


Os transplantes de medula óssea no Rio Grande do Norte tiveram um aumento de 32,9%. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), publicação da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Estado passou de 97 pessoas que receberam o transplante em 2020, para 197 no ano passado.

Segundo o Hospital Rio Grande, referência no transplante de medula óssea no Norte e Nordeste, já foram realizadas 68 operações deste tipo de janeiro a 29 de junho deste ano. O número é comemorado por médicos e pacientes, que têm um avanço na saúde graças ao processo.

Existem dois tipos de transplante de medula. No chamado autólogo, as próprias células-tronco do paciente são removidas antes da quimioterapia, e depois transplantadas no paciente. Esse é o tipo mais comum, segundo o médico hematologista James Maciel. Já o transplante alogênico é feito de um outro doador, que pode ser um familiar. “Geralmente é um irmão, filho ou pai, ou do Banco de Medula”, diz o médico.

“Para o transplante autólogo, eu não tenho que aguardar disponibilidade de doador, já que é a própria medula do paciente. O paciente tem só que passar por uma avaliação médica, confirmar a indicação do transplante e fazer alguns exames preparatórios na avaliação global”, comenta Maciel.

Para a cirurgia, o primeiro passo é a retirada das células-tronco que são necessárias para o transplante, com o recebimento de uma quimioterapia de alta intensidade. “Essa quimioterapia é que vai ajudar a matar o câncer de medula ou câncer linfático. E essa quimioterapia é tão forte que poderia também matar de forma definitiva as células que produzem os elementos do sangue. É por isso que ele tira o sangue antes para fazer uma reserva”, explica o hematologista.

Hoje, segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Norte, Rogéria Medeiros, dois hospitais do Estado estão aptos a fazer esse tipo de operação: além do Rio Grande, o Hospital São Lucas também está credenciado.

“O transplante de medula óssea é uma loteria. Eu tenho que encontrar o doador 100% compatível, por isso que é uma lista única no Brasil. Quem precisa de medula óssea, geralmente precisa com urgência, são pessoas que estão internadas. É um pouco diferente dos outros transplantes de órgãos sólidos”, diz Medeiros.

“Se tiver um doador compatível, o transplante é rápido, porque esse doador é chamado pelo Banco de Sangue, tira um fragmento da medula, é processado e feito o transplante. Agora, se não houver doador, essa pessoa vai falecer”, comenta a coordenadora.

Embora o transplante de medula óssea atenda principalmente pacientes com câncer, outras pessoas podem passar pela cirurgia. “Pode ser para outras indicações e também para doenças benignas, que não são cânceres, mas que tem um componente tão agressivo ou grave quanto se fosse um câncer”, diz o médico do Rio Grande, que cita alguns tipos de anemia.

Renascimento

O paraibano Antônio de Oliveira Júnior é um dos pacientes atendidos pelo Hospital Rio Grande. Há cerca de um ano, ele descobriu um linfoma que paralisou suas pernas. “O linfoma estava comprimindo a minha medula. Fiz a cirurgia e na biópsia detectou o linfoma”, diz. A movimentação dos membros inferiores foi recuperada posteriormente, com fisioterapia.

Depois de enfrentar sete meses de quimioterapia, em Guarabira-PB, onde mora, os exames posteriores detectaram que o câncer havia desaparecido. Assim, Júnior pôde fazer o transplante para receber uma nova medula.

“Como eu tinha dois irmãos, os dois fizeram o exame para ver se eram compatíveis comigo, e os dois foram compatíveis”, diz o paraibano. “Porém, um foi 50% e o outro foi 100%”. Assim, o homem de 27 anos veio até Natal para dar continuidade ao tratamento.

Há dois meses ele está na capital potiguar, e passou pelo transplante no dia 7 de junho. Nesta quinta-feira (30) completa uma semana em que a medula “pegou”, termo utilizado por Antônio para falar sobre a adaptação. “Foram 24 dias internado no hospital e no décimo sexto dia de transplante foi onde a medula pegou. Ganhamos alta do hospital, só que todos os dias a gente vem para tomar medicação, acompanhamento médico, fazer exame de sangue, para ver como é que está sendo o decorrer do transplante”, fala.

No momento em que a reportagem da TRIBUNA DO NORTE conversou com Júnior, ele estava tomando a medicação e o soro, para hidratação do corpo e elevação da imunidade. Junto a ele, outro jovem passava por um procedimento parecido. Passado o transplante, ele se vê bem melhor hoje. “É um tratamento pesado. Depois do transplante a gente sofre algumas reações, muito enjoo. É um período em que é normal a garganta inflamar, eles introduzem uma sonda para gente ficar se alimentando”, comenta.

Porém, passado o pior período, Júnior se vê em um renascimento. “Você está renascendo novamente após o transplante. Graças a Deus deu tudo certo”, comemora.

RN ganhou 4 mil novos doadores de medula óssea

O Rio Grande do Norte recebeu mais 4.054 doadores de medula óssea durante o ano de 2021, segundo o Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte). A inscrição é feita no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), cadastro que é feito por meio do Hemonorte. Já em 2020, 4.259 pessoas se voluntariaram para participar do procedimento, enquanto em 2019 foram 3.992 novas inscrições.

De janeiro a maio deste ano, 499 novos doadores se inscreveram no REDOME, uma queda de 44,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando  903 pessoas compareceram ao Hemonorte para realizar o cadastro.

Embora a queda de doadores seja quase pela metade, a assessoria do Hemonorte diz que a redução pode se dar pelas mudanças de critério para entrar no REDOME. Até junho do ano passado, a faixa etária para doação era de 18 a 55 anos. Mas, em 16 de junho de 2021, o Ministério da Saúde editou a  Portaria nº 685, de 16 de junho de 2021, que entrou em vigor no dia 18 de junho. Na nova determinação, a idade limite saiu de 55 para 35 anos. “Isto contribuiu para a redução de cadastro”, diz Helenira Amorim, assessora do Hemonorte.

Além do critério de idade, outras exigências precisam ser atendidas para que a inscrição no Registro possa ser feita. Os interessados devem estar em um bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, e não possuir doenças relacionados ao sangue, ao sistema imunológico e nem câncer. Ao visitar um Hemocentro para realizar o cadastro, o voluntário para se habilitar tanto para a doação de sangue, de medula ou de ambos.

Uma das potiguares que está presente no REDOME é a jornalista Rosa Lúcia Andrade. Há cerca de 15 anos, entre 2006 e 2007 (“faz bastante tempo”), ela realizou o cadastro, mas nunca foi chamada para realizar o transplante para alguém. “Eu me inscrevi porque já tinha consciência sobre a importância de doação de órgãos e tecidos, e aí quando vi a questão da medula óssea também me interessei”, afirma.

Outro motivo, segundo Andrade, foi um familiar debilitado. “Na época eu tinha um sobrinho que tinha leucemia, mas ele ainda não tinha indicação de transplante, mas aí termina sensibilizando a gente para outros casos”.

O sobrinho, depois, apresentou uma piora no quadro de saúde, quando o transplante de medula óssea foi indicado. “Ele teve mais duas recidivas de leucemia [volta da doença], aí precisou de transplantes e a gente fez uma mobilização grande. Os amigos dele fizeram a mobilização na escola para cadastro para pais e trabalhadores, funcionários da escola, porque só podem pessoas adultas”, lembra, sobre a mobilização que se estendeu para o resto da família e chegou até ela.

Entretanto, nenhum dos amigos e familiares ficaram aptos para ele. Depois, surgiu uma pessoa potencialmente doadora, de outro Estado. “Mas quando a investigação da compatibilidade avançou, já não deu mais certo”, lamenta.

Sem localizar um voluntário compatível, o garoto de 21 anos faleceu. Por isso, a doação se torna ainda mais relevante para Rosa. “As pessoas poderiam ter essa consciência. Tem muita gente que doa sangue com frequência mas nunca aceitou fazer o cadastro de doador de medula”, comenta. 

Os Hemocentros Regionais, também conhecidos como Bancos de Sangue, são os responsáveis pelo cadastro de interessados em doar medula óssea. Através do REDOME, todos os doadores são reunidos em um único cadastro.

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