11 CIDADES DO RN SUSPENDEM VACINAÇÃO CONTRA A COVID DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS POR FALTA DE CORONAVAC

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  Pelo menos 11 cidades do Rio Grande do Norte suspenderam a vacinação contra a Covid de crianças de 3 a 5 anos por falta de Coronavac. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). De acordo com a Sesap, não há previsão de chegada de mais doses da vacina. No dia 13 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina em crianças de 3 a 5 anos. Antes disso, as crianças de 5 anos só podiam receber a vacina da Pfizer; as de 3 e 4 não podiam ser imunizadas. No RN, os municípios que suspenderam a vacinação são: Vera Cruz Montanhas Serra de São Bento Tibau do Sul Lajes Pintadas Lagoa de Velhos Senador Elói de Souza Jaçanã Japi Parnamirim No Rio Grande do Norte a vacinação de crianças de 3 a 5 anos começou no dia 18 de julho por Natal, Mossoró e Parnamirim. À época, a Sesap informou que o RN não tinha doses suficientes de CoronaVac para vacinação de crianças entre 3 e 5 anos de idades. G1 RN

TCU ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE PEC QUE CRIA BENEFÍCIOS SOCIAIS A TRÊS MESES DAS ELEIÇÕES

 

Presidente Jair Bolsonaro defende aprovação da medida, que tem validade até o fim do ano - Foto: Isac Nóbrega / PR


O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu apuração sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria benefícios sociais às vésperas das eleições.

O pedido investigação foi feito pelo Ministério Público junto ao TCU. Para o procurador Lucas Furtado, a criação de um estado de emergência, previsto na PEC, é um “subterfúgio” para o governo turbinar programas sociais e se “esquivar das amarras da lei eleitoral”.

Pela legislação, não pode haver criação nem aumento de programas sociais em ano eleitoral. A não ser em casos excepcionais, como estado de emergência. O texto da PEC diz que a disparada do preço dos combustíveis justifica o estado de emergência.

“A decretação do ‘estado de emergência’ não seria apenas um subterfúgio para se esquivar das amarras da lei eleitoral? A meu ver, sim”, disse Furtado, autor da representação.

Ao abrir a apuração, o TCU diz que vai analisar o pedido do MP com o objetivo de verificar se a PEC compromete o equilíbrio das contas públicas. O TCU afirmou que pode haver na medida “retrocesso para o país”

“Avaliar e impedir o governo federal, no que diz respeito a recentes medidas destinadas a flexibilizar o teto de gastos, de comprometer o equilíbrio fiscal das contas públicas e de desrespeitar princípios elementares do Direito Financeiro e da Lei de Responsabilidade Fiscal ( LRF) em possível retrocesso para o país”, afirmou o TCU.

O TCU faz o controle externo contábil, financeiro e orçamentário Administração Pública Federal e atua como órgão auxiliar do Congresso Nacional.

Eventual abuso de poder econômico

O tribunal também vai pedir para o governo estudos sobre o impacto da PEC, também conhecida como PEC Kamikaze, em razão do alto volume de gastos que impõe aos cofres públicos. O TCU quer dados para saber se há abuso de pode econômico na medida.

“Determinar que, dada a iminência de aprovação da PEC Kamikaze, o governo realize estudos e divulgue quantas pessoas/famílias receberão os benefícios criados/ampliados com categorização por município, gênero, faixa de idade e grau de escolaridade, de modo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa examinar com precisão se houve abuso do poder político/econômico nas eleições de outubro que se aproximam”, escreveu o TCU.

‘Promoção pessoal de autoridades’

No pedido do MP junto o TCU, o procurador Lucas Furtado alertou também para o risco de o governo usar as medidas para fazer propaganda eleitoral.

“A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”, afirmou o procurador.

Segundo ele, é “é flagrantemente inconstitucional, e o TCU deve examinar desde já a compatibilidade dos atos de gestão que vierem a ser praticados para a realização das despesas previstas na PEC Kamikaze com o teto de gastos e a Lei de Reponsabilidade Fiscal (LRF)”.

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