GUERRA NA UCRÂNIA DÁ NOVO IMPULSO A PROTAGONISMO PETRODITADURAS

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  Com menos petróleo russo no mercado e um embargo ao produto que deve começar na segunda-feira, governos autoritários produtores de petróleo são recebidos com cordialidade por países dependentes. O governo da Venezuela fez questão de divulgar em suas redes sociais uma imagem da COP-27 em que Nicolás Maduro é recebido calorosamente pelo presidente francês, Emmanuel Macron. O gesto chamou atenção porque, em 2019, a França rechaçou Maduro e reconheceu Juan Guaidó como líder da Venezuela. Mas, agora, em meio a uma crise de energia que ameaça a Europa em razão da guerra na Ucrânia, gestos amistosos com líderes autoritários como Maduro e Mohammed Bin Salman, da Arábia Saudita, voltaram à cena, já que ambos possuem uma commodity valiosa: petróleo. Na segunda-feira, a União Europeia dá o primeiro passo para embargar o petróleo da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro. A sanção promete afetar o mundo todo, já que Moscou é um grande exportador da commodity. Em busca de a

SECRETÁRIO ANUNCIA NOMEAÇÃO DE POLICIAIS CIVIS E CONCURSO PARA PM-RN

 


O secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, Cel. Francisco Araújo, disse, em entrevista exclusiva ao AGORA RN, que as policiais Civil e Federal estão investigando as inúmeras notícias falsas que se espalharam em grupos de WhatsApp e até mesmo em veículos de comunicação do RN, causando pânico na população potiguar.

Cel. Francisco Araújo foi enfático ao declarar que não houve aumento de ocorrências. Ele também evidenciou o trabalho em conjunto das forças de segurança no Estado, e anunciou concurso público para Polícia Militar e a convocação dos aprovados no último concurso da Polícia Civil e do Itep.

Agora RN – O que tem de verdade sobre as notícias dos últimos dias?

Cel. Araújo – Todas essas notícias veiculadas – através de grupos de WhatsApp ou de mídias sociais, que saíram em blogs ou até em Instagram de pessoas de órgão de imprensa, estão sendo investigadas pela inteligência. Foi feito um levantamento de todas essas notícias e encaminhado para investigação com a Polícia Civil e a Polícia Federal. E, é claro, o Gaeco, que é um grupo do Ministério Público que atua neste tipo de ocorrência. Então, eu não vou lhe dizer se o que foi postado na rede é verdade, se é real ou irreal. Quem vai dizer e chegar a essa conclusão é a Polícia Civil, que investiga, e o Ministério Público e a Polícia Federal.

Agora RN – Há alguma nova medida do Governo?

Cel. Araújo – Desde o início que chegou ao conhecimento dos órgãos de segurança pública, que nós começamos a agir. Na parte de investigação, por parte da Polícia Civil, e de outras instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Adotamos ações como uma maior extensividade da Polícia Militar para que causasse uma maior tranquilidade às pessoas. Para que as pessoas voltassem a ter a sensação de segurança. Porque ter segurança é uma coisa, ter a sensação de segurança é outra. Então, adotamos operações policiais de ostensividade, com barreiras policiais por parte da Polícia Militar. Juntamos todo o efetivo, do comando de policiamento da capital com o policiamento de trânsito, todo esse efetivo. Mobilizamos também junto a Secretaria da Administração Penitenciária, com o secretário Pedro Florêncio, para fazer ações e operações de controle e monitoramento dos tornozelados. Inclusive houve operações ostensivas da Polícia Penal na cidade de Parnamirim. Estão sendo feitas outras, em outras localidades. As estruturas da Polícia Civil, como a DHPP, que investiga crimes de homicídio e latrocínio, estão de imediato tomando todas as providências para investigar e prender os acusados. A investigação, só o que eu posso dizer, é que já está bem avançada. Detalhes não se pode dizer.

Agora RN – E as falsas ocorrências?

Cel. Araújo – Na sexta-feira passada (7 de outubro), nós acompanhamos os grupos de WhatsApp. Eu mesmo vi em um grupo e fiz o contato com o Grupo de Operações da PM sobre a ocorrência de um latrocínio. Tinham matado um vigilante, tomaram a arma e o colete, em Parnamirim. Nós deslocamos viaturas da PM, deslocamos efetivo do Itep para chegar lá. E no final não era verdade.

Agora RN – De onde vem as falsas ocorrências?

Cel. Araújo – Tudo está sendo investigado. Eu não posso afirmar quais foram as motivações, quem são as pessoas que fizeram. Agora, foi tornado público em grupos de WhatsApp e algumas empresas de comunicação divulgaram que domingo os ônibus não iriam rodar porque alguém tinha dito. De imediato, ligamos para os proprietários das empresas, falamos com o Sindicato dos Motoristas e dissemos a eles que aquelas linhas que foram apontadas nas notícias veiculadas, nós iríamos garantir rodar. Nós iríamos colocar viaturas na entrada e saída das garagens, no itinerário e nos terminais de ônibus. Não teve nada.

Agora RN – Mas houve, de fato, houve um aumento das ocorrências?

Cel. Araújo – Durante o período que nós tabulamos, ficou a mesma situação dos outros dias em termos de registro de ocorrências. O Ciospe (Centro Integrado de Operações em Segurança Pública) recebe chamadas de toda região metropolitana. Um milhão e meio de pessoas. E a média de chamada ficou similar aos outros dias, inclusive teve um momento que teve mil chamadas a menos em relação ao cômputo geral. Nas delegacias houve aumento nos registros nos boletins. Mas de ocorrência mesmo, de uma maior criminalidade, nós tivemos coisas pontuais.

Não há aumento de ocorrências; tudo é tabulado pelo Ciospe”, diz Cel. Araújo

Agora RN – Então não houve aumento?

Cel. Araújo – Não houve aumento, inclusive está tabulado eletronicamente pelo Ciospe, com o controle de chamadas pelas pessoas que ligam e o atendimento dos policiais. Agora, houve um pânico entre as pessoas, uma sensação grande de insegurança nesse período.

Agora RN – As facções criminosas estariam supostamente emitindo notas por WhatsApp. O Governo do Estado tem ciência dessas facções?

Cel. Araújo – Nós temos instituições de estado, como a Polícia Civil, que tem competência exclusiva para investigação. Então, tudo que foi mandado em mensagens, que foi colocado em rede social, essas instituições estão trabalhando e analisando. Inquéritos foram gerados e operações serão feitas, decorrente desses inquéritos. O que for verdade ou falso está sendo apurado.

Agora RN – O deputado federal reeleito General Girão solicitou em ofício encaminhado ao ministro da Justiça, apoio da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública para atuar no Rio Grande do Norte. O RN necessita da Força Nacional?

Cel. Araújo – Eu não tomei conhecimento. Eu não recebi o ofício e não fui consultado. É algo inerente a autoridade política, eu não comento.

Agora RN – Ainda assim, o Sr. considera que é necessário a Força Nacional aqui no Estado?

Cel. Araújo – As forças de segurança estaduais já estão integradas com as com as forças federais, não é só a Polícia Militar e a Polícia Civil. Então, nós garantimos o pleito eleitoral. Dois milhões e meio saindo de casa para ir votar e nós garantimos toda essa população além das atividades normais, as forças estão trabalhando para garantir a segurança da população.

Agora RN – O efetivo da polícia é suficiente para atender a demanda de toda população?

Cel. Araújo – Nós fazemos o efetivo diário quando há uma necessidade de incremento, como houve no período da eleição. Nós convocamos todos, quem estava de folga, quem estava à disposição. A Polícia Civil abriu todas as delegacias, as do interior e as regionais. Então houve um esforço. Quando há uma necessidade como nós tivemos quinta-feira (29/9), sexta-feira (30/9), sábado (1/10), domingo (2/10), nós chamamos os policiais que estavam de folga, tanto civis, quanto militares. A Polícia Civil e a Polícia Militar têm um efetivo previsto. Há necessidade? Sim. Há uma necessidade de incorporar mais. Mas, com o que nós temos, nós aumentamos a capacidade operacional.

Agora RN – Há alguma previsão para aumento do efetivo? Terão concursos?

Cel. Araújo – Existe concurso público. Já aconteceu. Nós tivemos o incremento de 1.300 policiais militares, nós tivemos o incremento de policiais penais, de mais 200. A Polícia Penal está ligada à segurança, mas é de outra secretaria, que é a Secretaria de Administração Penitenciária. Mas, nós trabalhamos de forma integrada. Vamos nomear agora, daqui a quatro dias, 400 policiais civis, entre escrivães, agentes e delegados. Com mais trinta dias depois, vamos empossá-los nas delegacias. Vai melhorar a investigação e elucidação dos crimes porque vai ter mais policiais. O Itep já concluiu o curso e também vão ser nomeados mais 276 peritos e datiloscopistas, que são quem preparam os laudos para fortalecer os inquéritos para ter a denúncia na justiça. E a Polícia Militar vai fazer um novo concurso para soldado. Inclusive publicamos no Diário Oficial (11/10/2022) o andamento do concurso. Também já houve o concurso para o Curso de Formação de Oficiais com 132 vagas. São 78 vagas para o quadro de saúde, que são os médicos, psicólogos e psiquiatras. Mas o principal fator para gestão de governo é a integração de todas as instituições do estado com as guardas municipais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público e com as Forças Armadas.

Agora RN – O Senador Styvenson Valentim acusou a Governadora de não usar o Fundo Nacional de Segurança Pública. Isso procede?

Cel. Araújo – Eu não comento declaração de autoridade política. O fundo existe: é uma Lei Federal criada em 2018 e começou a funcionar em 2019. Os primeiros recursos do fundo foram repassados no dia 30 de dezembro de 2019 e durante o ano de 2020, referente a parcela de 2019 foram colocadas mais duas parcelas. Em 2020, foi colocada outra parcela. Em 2021, outra parcela. Foram três parcelas do Fundo Nacional. O recurso do fundo tem duas vertentes: ele é um dinheiro rotulado, marcado com o que deve ser gasto. Existe toda uma burocracia para se vencer. Então temos dois eixos: o enfrentamento da criminalidade e a valorização profissional. O recurso é gasto dentro desses dois eixos. Quando se dá notícia que vai ter o repasse, nós temos que apresentar um projeto ao governo federal. O governo analisa, diligencia e aprova. Nesse analisar e receber, tem o tempo da burocracia do Estado e do governo federal.

Agora RN – Então este recurso chegou e foi utilizado?

Cel. Araújo – Ele já está sendo utilizado. O que eu posso dizer é que todo o dinheiro que foi disponibilizado nas três parcelas, todos os projetos encaminhados para o governo federal foram aprovados. E todos os processos licitatórios de aquisição dos bens ou de serviço estão no SEI (Sistema Eletrônico de Informações) publicizado, estão na plataforma Brasil, que é o sistema do governo federal, ou seja, há uma transparência total do que está sendo empregado. Mas sobre a parte política eu não teço comentário.

Agora RN – Mais considerações …

Cel. Araújo – Nós aqui trabalhamos dentro da transparência de números e recursos de investimentos do governo federal. É uma responsabilidade muito grande. O Rio Grande do Norte é um dos estados com maior aplicação das emendas parlamentares e recursos do Ministério da Justiça. Nós somos os que mais recebemos e executamos. Agora, no Fundo Nacional, que é outro tipo de recurso, ele está mais lento na aplicação. Alguns desses recursos que estão parados, estão inclusive rendendo juros no Tesouro Nacional. O que o governo federal repassou nas três parcelas R$70 milhões, dos 70, 30 (dos R$ 70 mihões, R$ 30 milhões)estão em licitação de obras. Isso é o que estamos fazendo. Mas no discurso político se diz o que quer.

(*Supervisão do jornalista Alex Viana)

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