RN TEM 304 OBRAS PÚBLICAS COM RECURSOS FEDERAIS PARALISADAS, DIZ TCU

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  Obra de túnel de macrodrenagem e requalificação da avenida Jerônimo Câmara paralisada (Arquivo) — Foto: Reprodução O Rio Grande do Norte tem pelo menos 304 obras públicas com recursos federais paralisadas e inacabadas. Os dados são do Painel de Obras Paralisadas do Tribunal de Contas da União (TCU), que constatou cerca de 8 mil projetos nesta mesma situação em todo o país. Com base nas fontes de dados do TCU, o Rio Grande do Norte registrou 814 obras públicas com recursos federais em 2022, dentre as quais estão as mais de 300 paralisadas, que representam 37,3%. Conduzidas por prefeituras, por órgãos do governo estadual e pelo próprio governo federal, as obras inacabadas somam investimento total de R$ 929 milhões. Cerca de R$ 346,3 milhões já foram aplicados nesses projetos. Embora a maior parte das obras paralisadas no estado esteja relacionada à Educação - são 125 nesse setor - as obras de maior valor são relacionadas a infraestrutura e saneamento básico. Não entra na conta obras qu

SUPERINTENDÊNCIA DO HOSPITAL ONOFRE LOPES DETERMINA FECHAMENTO DE SALAS E REDUÇÃO DE CIRURGIAS E ATENDIMENTO

 


Uma redução do orçamento previsto para o ano de 2022 levou o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) a desativar salas de cirurgias e suspender atendimentos em diversos setores.

As medidas de contingenciamento foram oficializadas na tarde de segunda-feira (7) por meio de uma resolução assinada pelo superintendente do hospital, Stenio Gomes da Silveira.

A unidade é referência para procedimentos em várias especialidades, fica localizada em Natal e é ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

No documento, ao qual o g1 teve acesso, a direção da unidade determina:

  • - Suspensão de internação no 1º e 4º andares de Edifício Central de Internação (ECI)

  • - Redução do funcionamento do centro cirúrgico principal, com quatro salas: duas salas de média complexidade, uma sala de alta complexidade e uma sala de atividade mista.

  • - Suspensão de atividades no Centro Cirúrgico ambulatorial.

  • - Redução de 50% nas atividades desenvolvidas na Unidade de Diagnóstico por Imagem e Métodos Gráficos (UDIMG).

  • - Restrição de exames externos na Unidade de Laboratório de Análises Clínicas às requisições da Unidade de Oncologia e da Unidade de Transplantes do hospital.

Na resolução, a superintendência do hospital afirma que a "adequação" da estrutura assistencial do hospital é provisória e que as atividades suspensas ou reduzidas retornarão, à medida que as dificuldades orçamentárias sejam solucionadas.

O g1 procurou a direção do hospital para questionar qual foi a redução orçamentária e qual o impacto na quantidade de atendimentos à população, mas não recebeu posicionamento sobre o assunto até a publicação desta matéria.

No documento, a superintendência afirma que "permanece em discussão com gestores SUS e com a Ebserh-administração central na busca de suplementação orçamentária para normalizar as atividades assistenciais da unidade hospitalar".

Procurada, a UFRN informou que é responsável pela gestão acadêmica do hospital universitário, enquanto a Ebserh é responsável pela gestão financeira.

Servidores disseram que foram pegos de surpresa, pelas medidas, embora soubessem da realidade orçamentária da unidade. De acordo com eles, os gestores já vinham recomendando maior economia de objetos básicos do trabalho, como luvas.

"O 4º andar recebia pacientes com doenças infectocontagiosas, como Covid. Uma sala de cirurgia tem três a quatro cirurgias por dia. Imagina o impacto disso em um mês, ou no ano. Essa redução do orçamento já vem de um bom tempo, vem faltando luvas, máscaras, temos redução de produtos para o trabalho, coisas que se quebram e ficam sem conserto. E agora temos essa decisão muito drástica", lamentou a técnica de enfermagem Auricélia Lopes de Aquino, que é servidora da unidade.

Segundo a resolução da superintendência, as medidas foram tomadas considerando-se a redução do orçamento do hospital em 2022 e que até o momento "não está definida suplementação orçamentária para suportar as despesas de custeio do hospital até o final ano".

O documento diz que a redução de serviços é necessária para manter a unidade hospitalar em atividade e permitir que gastos gerais com consumo de energia, água, telefonia, bem como com terceirização de higiene e limpeza, possam ser convertidos em recursos para a manutenção das atividades assistenciais e acadêmicas.

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