OPERAÇÃO DESTRÓI AVIÃO, TRATOR E APREENDE COMBUSTÍVEL DE GARIMPEIROS EM OPERAÇÃO NO TERRITÓRIO YANOMAMI

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  Divulgação/Ibama :        Em operação de repressão ao garimpo na Terra Indígena Yanomami, a força-tarefa do governo federal destruiu um avião, um trator de esteira e estruturas de apoio logístico ao garimpo na manhã desta quarta-feira (8). A região está em emergência de saúde pública desde o dia 20 de janeiro para atender indígenas da etnia Yanomami. Na ação, o órgão ainda apreendeu duas armas e três barcos com cerca de 5 mil litros de combustível. Foram apreendidos nas embarcações cerca de uma tonelada de alimentos, freezers, geradores e antenas de internet que seriam levadas para os acampamentos garimpeiros. Não há a informação de presos. A operação é realizada em conjunto com o Ibama, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Força Nacional de Segurança Pública, que atua desde que o governo federal decretou ação na terra indígena. Nesta quarta-feira (8) a Força Nacional mandou 100 homens ao local, para o reforço na segurança. O grupo deve compor o apoio de segurança na b

ESTUDOS APONTAM CAIÇARA DO NORTE COMO ÁREA MAIS VIÁVEL À INSTALAÇÃO DO PORTO-INDÚSTRIA NO RN

 


Estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aponta que a cidade de Caiçara do Norte, localizada no litoral potiguar, é a mais viável para a instalação do porto-indústria. O equipamento pretende possibilitar projetos voltados à exploração de energia eólica offshore (no mar) e a exportação de diversos outros produtos, entre eles o hidrogênio verde (H2V). Segundo relatório técnico apresentado ao Governo do Estado, o espaço poderá entrar em funcionamento a partir de 2026. 

A pesquisa, nesse sentido, entra com o propósito de orientar a tomada de decisões, seja do ponto de investimentos públicos, ou na busca por potenciais investidores privados, para dar andamento ao projeto. Mario Gonzalez, professor do Departamento de Engenharia da Produção da UFRN e responsável por coordenar a pesquisa, explica que o alto potencial do Rio Grande do Norte na geração de energias renováveis, aliada a tendência mundial para a prática da ‘economia verde’, são fatores para nomear o porto-indústria do Estado de Porto Indústria Verde. 

Entende-se por “energia verde” toda fonte que não oferece grandes impactos ambientais por meio de  alternativas sustentáveis. “Os portos dos países mais desenvolvidos estão trabalhando para se transformar em ‘verdes’. Mas aqui já podemos nascer ‘verdes’, dentro dessa perspectiva”, afirma o professor, destacando que um porto-indústria também tem a função de fabricar, armazenar mercadorias, além de preparar mercadorias, por exemplo, para instalação de parques eólicos, como também para movimentar cargas.

O estudo é fruto de investimentos do Governo do Estado, em parceria com a Universidade Federal do RN (UFRN), para balizar uma tomada de decisão técnica em relação ao porto-indústria. O relatório da pesquisa foi apresentado nesta quinta-feira, (19), à governadora Fátima Bezerra (PT). Na ocasião, ela destacou que a  transição energética é uma agenda irreversível e o Estado não vai ficar fora desse panorama.  

O próximo passo é a realização do EIA/RIMA, a fim de dar continuidade aos estudos técnicos para a construção do porto-indústria em Caiçara do Norte, que, segundo o relatório técnico, terá condições de começar a funcionar em meados de 2026. A expectativa é que o espaço gere 50 mil empregos ainda no início da operação do empreendimento.

“Na primeira fase já teremos o cais, uma retroárea definida, a fabricação de peças e componentes, indústrias instaladas de operação e manutenção, que gera muitos empregos, porque são serviços. Portanto, já estará funcionando”, esclarece Hugo Fonseca, coordenador do Desenvolvimento Energético da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O estudo

O Governo do Estado investiu no valor 1 milhão e cem mil reais, na contratação do que foi desenvolvido pela UFRN e, já havia apresentado resultados como o Atlas Eólico e Solar do Rio Grande do Norte e o Hub de Serviços para eólica onshore (em terra) e offshore (no mar). Além desses, o Estudo de Alternativa Técnica e Locacional para Infraestrutura de Transmissão Offshore e o Programa norte-rio-grandense de Hidrogênio Verde, também fazem parte da proposta mais ampla, que é o porto-indústria verde, um projeto de desenvolvimento econômico e sustentabilidade energética no Rio Grande do Norte. 

Todos esses estudos técnicos visam fornecer segurança às empresas que já apontam seu interesse no setor visando instalar-se no Estado, sinalizando adequadamente para o investidor, criando um ambiente de confiança para o investimento e a Parceria Público Privada (PPP).

“Esse projeto não chegou de paraquedas. Ele começou em 2019 e faz parte de uma carteira de projetos que a gente considera estratégica em setores importantes, e que tem essa característica de sustentabilidade”, afirma Hugo Fonseca. 

O projeto está dividido em várias fases, e a fase atual consistiu no estudo de viabilidade, onde foi atestado que o projeto pode seguir adiante. 

Além de avaliar a localização geográfica, que culminou na escolha de Caiçara do Norte como local ideal, o estudo apresentou um plano estratégico para operacionalização do porto-indústria e o desenvolvimento de sua cadeia produtiva e industrial. A expectativa é que o porto-indústria resulte em inúmeros benefícios para o Rio Grande do Norte, a começar pelo fortalecimento da industrialização do Estado e pela geração de empregos e capacitação de mão de obra. 

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